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CD Santa Clara – FK Partizan

Boavista FC- CD Santa Clara

De novo, eficácia

 

O CD Santa Clara regressou à Liga BWIN e não conseguir ir além de uma derrota diante do Boavista FC. A primeira parte personalizada e aguerrida da equipa não foi suficiente para conseguir ferir os axadrezados que souberam fechar os caminhos para a sua baliza.

 

A eficácia foi, novamente, um fator decisivo para a segunda derrota da equipa na prova. Diante de um Boavista FC organizado mas predisposto apenas a jogar nas transições, a equipa criou oportunidades suficientes para marcar mas a eficácia não acompanhou a atitude e abnegação demonstradas em campo.

 

Foi um CD Santa Clara agressivo e personalizado aquele que se apresentou nos primeiros minutos de jogo no Bessa. A equipa procurava ter bola, assumir as rédeas de jogo… e ia conseguindo, sobretudo através dos homens no miolo do terreno, perante uma equipa axadrezada que abdicava da posse em detrimento de uma maior segurança defensiva. A verdade é que, mesmo assim, a equipa ia conseguindo encontrar os caminhos para a baliza adversária, faltando apenas maior critério no último terço. Uma desatenção defensiva resultaria no primeiro golo da partida, completamente contra a corrente do jogo. Até final do primeiro tempo a equipa procurou alvejar a baliza axadrezada mas sem efeitos práticos.

 

No segundo tempo a ideia era, novamente, entrar bem, procurando reverter a desvantagem. Os planos acabariam por sair completamente gorados à equipa. A entrada de rompante do Boavista resultaria num dilatar da desvantagem para os bravos açorianos e numa alteração aos planos de jogo. A acrescer às dificuldades no jogo, a equipa começou a ressentir-se do cansaço físico de alguns atletas. De um lado, os vários atletas com uma inúmera carga de jogos consecutivos, do outro vários atletas a regressar, depois de terem contraído COVID. A equipa não viria a alterar a sua postura no jogo: abnegada, combativa e crente num golo que pudesse alterar a trajetória do jogo mas sem quaisquer efeitos práticos.

 

A equipa entra em campo agora na próxima quinta-feira, diante do FK Partizan, em jogo a contar para a segunda mão dos play-offs da Conference League.

 

DESTAQUES

 

 

Lincoln- O brasileiro, mais baixo no terreno, ajudou na construção de jogo e foi peça fundamental no miolo encarnado.

 

 

Paulo Henrique- O lateral esquerdo açoriano foi um dos mais raçudos e combativos da equipa. Não deu nenhuma bola como perdida.

 

 

Mikel- O central venezuelano foi um esteio no eixo defensivo.

FK Partizan – CD Santa Clara

CD Santa Clara- Gil Vicente FC

Os bravos de volta às vitórias

 

Depois da ressaca europeia, a equipa voltou a dar uma excelente resposta em termos exibicionais e somou os primeiros três pontos da temporada na Liga BWIN. Raça, crer e muita abnegação foram os condimentos de uma vitória muito batalhada mas justa.

 

Na véspera da partida, Daniel Ramos tinha apelado ao espírito de sacrifício de um grupo heroico de atletas que tem sido sujeito a uma elevada carga de jogos no último mês, abalado ainda pela eliminação na Conference League, a meio da semana, depois de uma sempre desgastante viagem à Sérvia. A acrescer a todas estas dificuldades, a equipa teria de combater perante um adversário competente e com as condições climatéricas que não deram tréguas até final do jogo.

 

Os bravos açorianos renasceram e disseram presente, respondendo ao apelo do seu líder. O CD Santa Clara esteve quase sempre por cima do jogo, diante de um Gil Vicente que se viu a perder muito cedo no jogo. Rui Costa, hoje a atuar mais descaído numa ala, seria o matador de serviço e autor do único golo de um jogo em que a equipa da casa foi superior. No primeiro tempo, à exceção de um remate bem resolvido por Marco Pereira, foram quase nulos os perigos criados pelos galos. A equipa mostrava-se agressiva nos momentos de reação à perda e em organização defensiva mas também criteriosa com bola e incisiva no ataque aos espaços e, para além do golo, foram várias as aproximações com perigo da baliza à guarda de Kriticiuk.

 

No segundo tempo a estratégia seria diferente. Ciente das dificuldades físicas, a equipa passou a dispor-se de uma forma mais resguardada, procurando conceder a iniciativa de jogo ao adversário. Foi isso que aconteceu. O Gil Vicente passou a assumir mais o jogo, a deter a posse de bola mas a criar pouco ou nenhum perigo. Se no primeiro tempo Marco fez uma defesa, no segundo o guardião não viria a ser chamado a intervir. De forma estratégica, a equipa tentava sair em rápidas transições através da velocidade dos seus homens da frente. A verdade é que o agravamento das condições climatéricas não permitiam um futebol muito vistoso, sendo que, até final, mais do que com arte e engenho, a equipa responderia com vontade e querer.

 

A equipa tem agora um merecido descanso, após um mês com nove partidas disputadas e centenas de quilómetros percorridos. O regresso à competição dar-se-á daqui a dois fins de semana, na receção ao SL Benfica.

DESTAQUES

 

 

Rui Costa- Exemplo de superação. O avançado foi um dos mais esforçados durante o tempo em que esteve em campo, sacrificando-se em prol da equipa. No lance do golo, confirmou o seu instinto de goleador.

 

 

MikelFoi bombeiro de serviço, liderando o eixo central perante as investidas gilistas.

 

 

Rafa Ramos- Que pulmão, que entrega. Rafa Ramos continua a somar minutos atrás de minutos com uma frescura física e uma abnegação assinaláveis.

Quem foi o melhor em campo diante do Gil Vicente FC?

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CD Santa Clara- SL Benfica

Não foi a nossa tarde.

 

Adversário extremamente eficaz, um Santa Clara que não conseguiu aproveitar as oportunidades de que dispôs e uma tarde em que a felicidade não ficou do lado dos Bravos – mesmo quando tudo indicava que isso acontecesse.

 

Não foi a tarde que os Bravos Açorianos mereciam. Depois de um ciclo frenético e de uma paragem para seleções, o Santa Clara tinha a oportunidade de começar o novo capítulo da Liga Portugal BWIN com um resultado positivo frente ao SL Benfica. Tal não aconteceu, num resultado que espelha o contraste entre eficácia e ineficácia nos momentos determinantes. Mais ainda quando, em vários momentos, ficam no ar decisões que podiam ter mudado o rumo dos acontecimentos.

 

Em vários momentos houve um Santa Clara extremamente personalizado no jogo, sendo a 1ª parte uma das melhores da temporada até este momento. Aliás, os Bravos Açorianos remataram mais que o adversário, enquadrando as mesmas tentativas à baliza (5). A equipa de Daniel Ramos conseguiu mesmo encostar às cordas o Benfica, uma das formações de grande nível no futebol português, e por várias vezes os adeptos no Estádio de São Miguel estiveram perto de festejar o golo insular. Lincoln alvejou a baliza contrária com categoria por duas ocasiões, uma delas rematando mesmo à trave. Antes, Cryzan, com espaço na área, acabou por não conseguir armar uma finalização eficaz em zona privilegiada.

 

Ademais, dois lances capitais que podiam ter mudado o rumo dos acontecimentos: a entrada de Odysseas sobre Mansur, que Rui Costa puniu com o cartão amarelo, e a queda de Cryzan na área do Benfica, rodeado por 3 adversários num momento de pressão. Momentos que podiam ter mudado o jogo com outro critério. Perto do intervalo chegou o lance que, sim, mudou totalmente o rumo dos acontecimentos: o golo de Rodrigo Pinho que deu a vantagem aos lisboetas na altura de intervalo.

 

Na segunda parte,  o CD Santa Clara entrou com o objetivo de reverter o resultado, mas acabou por ser vítima de uma tremenda eficácia da formação de Jorge Jesus. Em 4 remates à baliza, 4 golos. Acabou por ser o reflexo de uma equipa adversária que ganhava confiança a cada remate certeiro, enquanto o Santa Clara, naturalmente, se exponha mais por querer disputar o resultado em todos os momentos da partida. Numa tarde em que a chuva deu poucas tréguas e a sorte do jogo não esteve do lado açoriano, a vontade imediata é de uma resposta à Santa Clara em Portimão, na próxima sexta-feira.

DESTAQUES

 

 

Lincoln: o brasileiro teve no pé esquerdo as oportunidades mais perigosas do Santa Clara. Primeiro, num livre que encontrou a trave da baliza de Odysseas Vlachodimos e, segundo, num belo remate que testou o guardião helénico.

 

 

Mansur: com outra liberdade em terrenos mais adiantados, via a utilização de 3 centrais por Daniel Ramos, o brasileiro esteve envolvido em algumas das melhores combinações ofensivas do Santa Clara, e surge sobre ele a falta de Vlachodimos, um dos momentos chave do jogo.

 

 

Rui Costa: foi perfeito nas tentativas de drible (2/2) e nos duelos ganhos (6/6). Dos mais inconformados para o lado açoriano.

Portimonense SC- CD Santa Clara

Bravos até ao último segundo.

 

O Santa Clara perdeu na deslocação ao Portimão Estádio, por 2-1, num resultado que não espelha o que se passou no relvado.

 

O Portimonense adiantou-se ao marcador à passagem do minuto 12’, com o remate do Aponza a encontrar o fundo das redes do Santa Clara. A verdade é que Rui Costa não tardou a responder: depois de um disparo interceptado pela defensiva algarvia, o avançado bateu Samuel Portugal e encostou para a igualdade, volvidos 20 minutos.

 

Antes e depois de impor a igualdade no marcado, a resposta do Santa Clara foi faseada, com períodos de divisão durante a 1ª parte, mas os Bravos Açorianos foram gradualmente assumindo as rédeas do jogo. Algumas combinações interessantes ameaçaram a defensiva adversário, mas acabou por ser o Portimonense a marcar, de novo, e numa altura importante: mesmo antes do intervalo. Num golo idêntico ao de Aponza, foi Lucas Fernandes a dar, mais uma vez, a vantagem à formação de Paulo Sérgio.

 

A segunda parte iniciou-se com duas tentativas de perigo para o lado algarvio, com o Santa Clara a responder com o passar dos minutos: maior tranquilidade com bola, à procura de espaços na defensiva contrária. Os algarvios tentavam criar perigo nas esporádicas ocasiões em que chegavam à baliza de Marco, com o Santa Clara a procurar espaços para transitar rapidamente. À passagem da hora de jogo, um lance extremamente duvidoso, em que Allano é derrubado por um claro empurrão nas costas. A partida prosseguiu, por ordem de Luís Godinho.

 

Os Bravos Açorianos superiorizaram-se à medida que a partida caminhava para o final, dispondo das melhores oportunidades para empatar a partida – mesmo com constantes quebras no ritmo de jogo, que não favoreceram o ímpeto que o Santa Clara criou na reta final da partida. Acabou por ser um resultado ingrato para uma equipa que criou mais que o adversário, apenas não foi tão eficaz.

 

DESTAQUES

 

 

Rui Costa: marcou o golo do empate do Santa Clara e foi dos mais interventivos no momento ofensivo, sempre à procura do espaço para ser acutilante na transição.

 

 

Marco: Chamado a intervir, o guardião mostrou sempre segurança. À passagem dos 80′, destacou-se com uma dupla defesa.

 

 

Bouldini: Entrou e refrescou de forma eficaz o ataque do Santa Clara. Do avançado marroquino surgiram duas belas ocasiões de golo, ambas nos descontos, incluindo uma em que pôs à prova o guarda-redes Samuel Portugal.

Rio Ave FC – CD Santa Clara

Espírito de sacrifício. Isto é ser Bravo.

 

Muitas contrariedades numa partida (2-2) com momentos distintos em Vila do Conde, em que o Santa Clara arrecada um ponto na 3ª fase da Allianz Cup.

 

Começar melhor em Vila do Conde era difícil. O Santa Clara adiantou-se no marcador à passagem dos 15 minutos da partida. Depois de livre cobrado por Rui Costa, o árbitro Fábio Melo assinalou uma mão de Aziz na área dos vila-condenses. Em cobrança exemplar, Luiz Phellype estreou-se a marcar pelo CD Santa Clara. A resposta da formação de Luís Freire surgiria, contudo, apenas 2 minutos depois. Aziz restabeleceu a igualdade, com os Bravos a assumirem grande parte das rédeas do encontro a partir dessa do encontro.

 

Não sem momentos em que passou por algumas dificuldades, mas o Santa Clara beneficiou da vantagem que alcançou ao minuto 34: na sequência de uma falta de entendimento entre o guarda-redes Jhonathan e o central, Ângelo Gomes, Jean Patric foi ‘raposa’ na área e acabou por encostar para o 2-1 que, aquando do apito de Fábio Melo para o intervalo, dava vantagem aos Bravos Açorianos em Vila do Conde.

 

Numa partida em que era imperativo pontuar, uma vez que a 3ª fase da Allianz Cup acarreta apenas duas jornadas, acabou por ser um resultado extremamente satisfatório. Garante não só a liderança do grupo, com 3 pontos, como também uma vitória que quebra o momento menos positivo, apesar de boas ilações a tirar nos encontros recentes.

 

A segunda parte trouxe contrariedades de peso, mas também ilações a tirar da forma mais positiva. A expulsão de Rafa Ramos por acumulação de amarelos e a grande penalidade defensiva por Leo Vieira, a conversão de Lincoln, acabaram por contribuir diretamente para o desfecho final da partida. Nesta altura, Zé Manuel já tinha empatado para a equipa da casa.

 

O último quarto de hora, sobretudo, evidenciou uma das grandes virtudes deste Santa Clara, destes Bravos: o espírito de união, sobretudo nas horas difíceis, e a resposta positiva aos momentos adversos. Com o Rio Ave a pressionar no último terço, a formação de Daniel Ramos recuou, jogou coesa numa menor área do relvado e mostrou-se intransponível às investidas do adversário que, embora tenha ameaçado, não conseguiu virar o marcador – e muito por mérito do esforço coletivo açoriano.

 

Com o foco virado para a próxima batalha, os Bravos Açorianos defrontam o SC Braga no domingo, às 17h, no Estádio de São Miguel.

 

DESTAQUES

 

Tassano: Por várias ocasiões acabou por surgir das suas ações o insucesso do Rio Ave no capítulo da finalização.

 

Luiz Phellype: Primeiro de muitos. O avançado brasileiro estreou-se a marcar com a camisola do Santa Clara, um tento importantíssimo para a sua confiança e para a equipa.

 

Jean Patric: Foi ‘raposa’ na área do Rio Ave e conseguiu, na altura, fazer o 2-1 favorável ao Santa Clara. Esteve, noutra ocasião, muito perder de bisar no encontro.

CD Santa Clara – SC Braga

Um Bravo luta até ao fim!

 

Em jogo de grande qualidade do Santa Clara, a justiça tardou, mas não falhou: um momento de brilhantismo restabeleceu a igualdade.

 

Os primeiros minutos mostraram personalidade por parte do Santa Clara, com Luiz Phellype perto de inaugurar o marcador à passagem dos 5 minutos. Até aos 20 minutos, várias paragens acabaram por condicionar o ritmo da partida, que não foi jogada a um ritmo particularmente frenético. Apesar de o Braga procurar instalar-se no meio-campo adversário, até foram os Bravos a criar nova bela oportunidade de golo: Morita lançou Rui Costa com um belo passe em altura, e, de primeira, o avançado português acabou por falhar o alvo, mas por muito pouco. Foi um belo momento que deixou em êxtase os adeptos no Estádio de São Miguel.

 

Até ao intervalo foram poucas as ocorrências de real perigo para ambos os guarda-redes, com o Santa Clara a procurar sempre a resposta às tentativas bracarenses. Marco teve de se aplicar a parar uma tentativa de meia distância de André Horta, e esteve seguro. O guardião do Santa Clara não foi muito requisitado, até porque as oportunidade do Braga acabaram por não levar muito perigo à baliza insular.

 

Na segunda parte, uma entrada digna de Bravos. Remates de Luiz Phellype, Lincoln e Morita, cantos e lances dignos de registo que ameaçaram a baliza de Matheus. Tal como no início da 1ª parte, o Santa Clara entrou pressionante e com vontade de se adiantar no marcador. O Braga tentou sobretudo em lances de transição, mas raramente conseguiu realmente ameaçar seriamente a baliza defendida por Marco.

 

À medida que o tempo passava, cada vez mais domínio dos Bravos. Depois de investidas de topo o tipo, e em sucesso variado, chegou a justiça: nos últimos instantes da partida, na sequência de um livre direto, Lincoln fez uso do brilhante pé esquerdo e não deu hipóteses a Matheus. Um golo incrível que exultou o Estádio de São Miguel e conferiu justiça ao marcador – e, em boa verdade, a vitória açoriana seria o desfecho mais apropriado.

 

Os adeptos tiveram razões para festejar: um golo absolutamente brilhante e a alegria que todos tanto merecíamos.

DESTAQUES

 

Lincoln: Um golo de levantar qualquer estádio. Já antes do golo estava a ser um dos destaques do encontro, tendo recuado para ajudar na distribuição e qualidade de passe.

 

Mikel: Voltou, depois de lesão, e foi fundamental no equilíbrio defensivo.

 

Tassano: Depois de uma temporada de estreia marcada por contrariedades, o uruguaio vai encontrando o seu espaço no Santa Clara e foi imperial na tarde de hoje.

FC Vizela – CD Santa Clara

Sabor amargo.

 

Voltamos a São Miguel com 1 ponto na deslocação a Vizela, mas fica um sabor amargo depois da exibição que fizemos num terreno complicado.

 

O primeiro tempo foi extremamente repartido, com ambas as equipas a tentarem de formas diferentes. O Santa Clara investiu em várias combinações, sobretudo na esquerda do seu ataque. Foi nesse setor em que Mansur e Allano conseguiram explorar mais a profundidade, conseguindo várias situações de bola parada, sobretudo cantos, e lances que culminaram em combinações de finalização. Embora com bons períodos, o Vizela não assustou em demasia o guarda-redes Marco. Os insulares, por sua vez, dispuseram de boas tentativas, mesmo que nem sempre com a maior clarividência. A defesa do Vizela, por várias ocasiões, tirou o pão da boca de Luiz Phellype.

 

Ao intervalo João Afonso entrou para o lugar de Mikel Villanueva, obrigando a mais uma de muitas mudanças no eixo defensivo do Santa Clara, com as quais Daniel Ramos vai ter que ir lidando, num conjunto de circunstâncias pouco favoráveis. Os Bravos entraram com vontade no segundo tempo: dispuseram de um canto e Allano, por duas vezes, ameaçou em investidas individuais. O Vizela tentou responder, mas nem sempre com o maior critério e, por aí, acabou por não atribular demasiado a defensiva do Santa Clara numa altura prematura da 2ª parte.

 

Jean Patric deu uma vantagem justificada à formação do Santa Clara que, depois do golo, naturalmente, acabou por tentar explorar o espaço em transição e contrariar, com solidez no momento defensivo, as tentativas vizelenses.

 

Na sequência de um conjunto de cantos o Vizela acabou por chegar ao empate, num dos últimos momentos do encontro, depois da equipa de arbitragem dar 7 minutos adicionais. Compensação, essa, em que o Santa Clara foi exímio a defender a sua baliza e a aproveitar os metros que ia ganhando em algumas ocasiões.

 

Um resultado que nos deixa um travo amargo, especialmente depois de uma exibição tão positiva e com rasgos de grande futebol da parte dos Bravos.

DESTAQUES

 

Morita: Igual a si próprio em ambos os momentos do jogo. Importantíssimo no momento defensivo e a pautar o jogo do Santa Clara.

 

Allano: Dele surgiram alguns dos momentos mais perigosos da partida. Com espaço, no lado esquerdo, aproveitou as suas características verticais.

 

Jean Patric: Entrou com a corda toda, marcando, num remate indefensável, o golo do Santa Clara no encontro.

UD Leiria – CD Santa Clara

Missão cumprida!

 

O Santa Clara avança para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal numa partida de superação, em que «ganhar» era a palavra de ordem.

 

Com o imponente castelo de Leiria mesmo no cimo da encosta, foi dentro do relvado do Estádio Magalhães Pessoa que o Santa Clara carimbou o acesso à 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Frente a um adversário complicado, e que gerou algumas dificuldades aos Bravos, foi cumprida a palavra de ordem com um triunfo por duas bolas a zero, sem sofrer golos.

 

Na estreia oficial de Nuno Campos pelos Bravos Açorianos, a primeira parte foi marcada por maiores dificuldades em certos períodos. Contudo, se foram escassas as oportunidades para as nossas cores, é igualmente verdade que Marco Pereira não foi obrigado a uma grande intervenção: sempre que o experiente guardião foi posto à prova, amarrou, sem grande dificuldades, esteve seguro e não hesitou.

 

O golo dos açorianos surgiu pela cabeça de Gonçalo Gregório, num autogolo que teve a sua razão de ser: uma grande bola de Rafael Ramos, bastante tensa, acabou por resultar no desvio infeliz do avançado da União de Leiria. Resultado favorável que deu vantagem ao Santa Clara, permitiu a confiança e convicção para uns segundos 45 minutos distintos em vários aspetos.

 

A segunda parte, com os devidos ajustes do treinador e equipa técnica, trouxe novidades. Mais bola, iniciativa de jogo e uma acutilância diferente nos vários momentos do jogo, aliada à vantagem trazida para o descanso, deram uma tranquilidade mais acentuada no jogo. Lincoln, na sequência de um livre, dilatava a vantagem e dava uma margem de erro superior ao Santa Clara. Margem, essa, que acabou em segundo plano: a concentração e organização da equipa na segunda parte foram superiores.

 

O resultado foi estabelecido, mas não sem antes um lance duvidoso e que careceu de repetição para clarificação: Jean Patric foi lançado na profundidade pela esquerda e ainda bateu o guardião Bozinoski com categoria, mas a equipa de arbitragem liderada por Manuel Mota prontamente anulou o lance por fora-de-jogo. Fica a dúvida, estando Jean Patric no seu melhor momento com a camisola do Santa Clara: marcou em Vila do Conde e em Vizela os seus primeiros dois golos com a camisola dos Bravos Açorianos.

 

Ainda com poucos dias de trabalho, registo de algumas boas ilações para Nuno Campos. O próximo teste será no sábado frente ao Famalicão, no Estádio de São Miguel, com o grupo de trabalho galvanizado pela vitória que carimba a 4ª eliminatória da Taça de Portugal.

DESTAQUES

 

 

Lincoln: Voltou a marcar de livre direto esta temporada e foi sempre dos mais interventivos, contribuindo, não raras vezes, no processo defensivo.

 

Ricardinho: Tem ganho confiança ao longo da temporada e assinou uma bela exibição, sempre com magia nos pés e grande propensão a servir os colegas na profundidade.

 

Mansur/Rafa: Bem no momento defensivo, foram fundamentais para a criação de oportunidades de golo pela largura que davam nos flancos.

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