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“TEMOS DE FAZER DA NOSSA CASA UMA FORTALEZA” – PETIT

Petit fez o lançamento do embate desta segunda-feira com o Nacional, frisando o apelo aos adeptos do Santa Clara.

 

ANÁLISE AO NACIONAL E EXPETATIVAS PARA O JOGO:

“Em primeiro lugar, estamos a iniciar a nova época e quero fazer aqui um apelo aos nossos adeptos: que possam comparecer. O campeonato vai ser longo e o apoio deles vai ser fundamental, também sobretudo em nossa casa. Esperamos que amanhã tenhamos uma casa bem composta para nos ajudar contra o Nacional, que também foi o nosso último jogo da temporada passada aqui, e esperamos conseguir o mesmo resultado.

Sabemos que o treinador mudou, há uma ideia de jogo diferente. Tentámos analisar aquilo que fizeram em alguns jogos particulares, com a saída de alguns jogadores e entrada de outros, mas o foco passa mais por aquilo que nós podemos fazer, aquilo que temos que fazer. Temos uma identidade, uma base da época passada, com os jogadores que chegaram agora, e queremos iniciar bem o campeonato, que é fundamental.”

 

 

MAIS DO QUE JOGAR BEM, O IMPORTANTE É GANHAR?

“Sim, nós temos uma identidade própria, mas sabemos que o futebol vive de resultados e o resultado mais importante são os três pontos. Queremos iniciar bem o campeonato, conseguir amealhar o máximo de pontos em nossa casa. A nossa casa tem que ser uma fortaleza, tem que nos dar vida juntamente com os nossos adeptos e é fundamental amanhã iniciar bem, sabendo que o outro lado também quer ganhar, quer disputar o jogo, respeitando sempre o adversário. Estando em nossa casa, queremos muito fazer os primeiros três pontos e iniciar bem, isso é fundamental.”

 

MERCADO:

“Temos, como eu disse, uma base da temporada passada. Perdemos ali quatro jogadores que realmente eram titulares, que eram os dois Gabriéis [Batista e Silva], o Klismahn e o Serginho, mas reforçámo-nos com jogadores também de qualidade, jovens, que vêm trazer qualidade, vêm trazer sangue novo à equipa.

Mas, no início do campeonato, nós temos que saber que foram quatro semanas e meia, ou cinco semanas, de pré-época. Nós, treinadores, dizemos sempre que ainda é muito cedo para a equipa estar no máximo naquilo que nós desejamos, mas o que nós desejamos é conseguir ganhar. E para ganhar não basta querer só jogar bem e não conseguir ganhar. O mais importante é conseguir os três pontos, porque a confiança vem com as vitórias, e é isso que nós estamos a trabalhar. Fizemos uma boa pré-época, sim senhor, mas não contavam pontos. Agora é a valer e o mais importante é conseguir os três pontos.”

 

O MAIS DIFÍCIL É CONTROLAR A ANSIEDADE ATÉ À HORA DO JOGO?

“O mais difícil neste início é esperar mesmo que chegue a hora do jogo. Por ser o primeiro, é se calhar o mais difícil de controlar, esse nervoso do arranque. É uma semana diferente daquilo que foram as outras quatro semanas, uma semana longa também, que quando iniciámos tivemos que quebrar a meio porque somos os últimos a jogar. Vamos vendo as outras equipas a iniciar o campeonato, umas vão ganhando, outras vão perdendo. Vamos analisando já o comportamento de algumas equipas. Há aquela ansiedade, aquele nervosinho que mexe na barriga, que isso é bom para o atleta, é bom para os treinadores, é bom para toda a estrutura. Mas é  chegarmos amanhã e estarmos prontos para iniciarmos bem o campeonato e entrar com o pé direito.”

 

HÁ ALGUMA POSIÇÃO QUE QUEIRA VER REFORÇADA?

“O mercado vai estar aberto ainda, temos mais até ao final de agosto, são três jogos, penso, até ao fecho do mercado. Nós, treinadores, temos de estar preparados para perder e receber jogadores, mas o mais importante é que os jogadores que estão cá neste momento, os jogadores do Santa Clara, têm que dar o seu máximo. Depois, o que pode acontecer, não sei. Sei é que eles têm que dar o seu máximo pela camisola que vestem, para honrar a nossa ilha e a nossa região. Por isso, eles vão estar preparados, mas não num de quem pode entrar ou sair, mas sim naqueles que vão jogar,  mais cinco que possam entrar e que deem o seu máximo, que consigam entrar com o pé direito.

 

MAIS JOGADORES NO BANCO, MAIS DORES DE CABEÇA?

“As dores de cabeça nós temos todos os dias, porque temos que gerir um grupo. Neste momento, nós temos 26, 27 jogadores. Temos muitos jogadores jovens que podem jogar nos sub-23 e na equipa B. Foi aquilo que foi o projeto preparado, da minha parte com a estrutura. Mais gente dentro do banco dá mais soluções. Poder ter um jogador por cada posição e escolher aquele jogador que nós optamos que possa entrar para o jogo, ou meter mais um no banco de suplentes, ou meter mais, tem que ter mais quartos do hotel, aumenta mais uma série de coisas, mas acho que ter uma opção por cada posição também é importante.”

 

Assista na íntegra à conferência de imprensa de antevisão: