O Santa Clara escreveu, esta quarta-feira, mais uma página marcante da sua história no futebol de formação, ao garantir um apuramento inédito para a final da Taça Revelação, depois de vencer o SL Benfica no desempate por grandes penalidades, após um emocionante empate a três bolas no final do tempo regulamentar.
A equipa orientada por Nelson Antunes mostrou personalidade, capacidade de superação e uma enorme crença até ao último instante diante de um dos candidatos ao título.
O SL Benfica entrou mais forte no encontro e inaugurou o marcador logo aos oito minutos, por intermédio de Nieto. A resposta dos encarnados açorianos foi imediata: seis minutos depois, Rodrigo Mendes apareceu de cabeça para restabelecer a igualdade.
O encontro manteve-se intenso e dividido, com oportunidades nas duas áreas, e Francisco Silva voltou a colocar os visitantes novamente em vantagem aos 26 minutos.
Na segunda parte, o Santa Clara regressou dos balneários determinado em inverter o rumo dos acontecimentos e assumiu o controlo do jogo, criando várias situações de perigo junto da baliza adversária. Apesar do ascendente insular e da inferioridade numérica do Benfica, os encarnados voltaram a marcar, complicando ainda mais a missão açoriana.
Mas o melhor estava reservado para os instantes finais.
Já para lá dos 90 minutos, Osvaldo assumiu o papel de herói ao bisar e levar o encontro para prolongamento.
Sem alterações no marcador durante o tempo extra, a decisão seguiu para as grandes penalidades. Neneca voltou a assumir o papel de herói, ao defender duas grandes penalidades, antes de Italo converter com frieza o penálti decisivo que colocou, pela primeira vez na história, o Santa Clara na final da Taça Revelação.
SANTA CLARA: Neneca, Edgar Antunes (Vitinho, 77′), Rodrigo Mendes (Adriel Moraes, 57′), Ítalo Barbosa, Carlos Amaral, Yan Feres, Isaac Valença (Martim Madeira, 57′), Tiago Queiroz, Daniel Silva (Osvaldo Miranda, 57′), Hiago Santos e Edgar Melvin (Andrey, 77′)




