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FC Porto – CD Santa Clara

Audácia açoriana merecia outra recompensa

 

Tal como já é apanágio, o CD Santa Clara jogou de igual para igual diante dos atuais campeões nacionais. A pressão alta aliada à personalidade com bola comprovaram, mais uma vez, a valia de uma das equipas que pratica melhor futebol em Portugal.

 

Na antevisão à partida, Daniel Ramos tinha alertado para a manutenção dos comportamentos que levaram a equipa até à sétima posição da tabela classificativa. E assim foi. Desde o primeiro instante, viu-se um CD Santa Clara a manter a mesma matriz de jogo adotada desde o início da temporada. Qualidade, personalidade e muita crença numa equipa que se viu privada de Allano e Fábio Cardoso, por castigo disciplinar e Anderson Carvalho e Rúben Oliveira, por lesão. A equipa adotava uma pressão alta e asfixiante, exibindo segurança e personalidade na circulação de bola e elevados tons de pragmatismo na procura pela baliza adversária, sempre que o jogo assim o possibilitava. O que é certo é que, fruto da teia tática montada por Daniel Ramos, o FC Porto foi pouco mais do que uma equipa letárgica e inofensiva.  O nulo ao intervalo justificava-se, fruto das poucas oportunidades de golo, de parte a parte. O único lance de maior relevo foi mesmo o golo anulado a Nené, na sequência de uma bola parada.

 

O segundo tempo iniciou-se, praticamente, com a marcação de uma grande penalidade para o FC Porto. Os azuis e brancos inauguravam o marcador naquela que era a primeira oportunidade de relevo na partida. A resposta encarnada viria a surgir pouco tempo depois. Lincoln, um dos melhores na partida, é derrubado na pequena área e Carlos Jr, chamado a marcar a grande penalidade, igualou o marcador, igualando também o registo de Thiago Santana como o melhor marcador da história do clube na Primeira Liga. Prevendo um regresso à falta de ideias exibida no primeiro tempo, os azuis e brancos fizeram entrar algumas peças em campo, tentando criar desequilíbrios na segura defensiva açoriana. Pese embora o maior domínio evidenciado pelos nortenhos, os bravos açorianos respondiam sempre com muita clarividência. Mas, no instante final da partida, o azar viria a bater à porta da equipa. O CD Santa Clara sai derrotado do dragão mas voltou a comprovar a tese de que é uma das equipas que pratica melhor futebol no país. A equipa regressa agora a casa para defrontar o CD Nacional.

DESTAQUES

 

 

Lincoln- O mágico brasileiro rubricou a melhor exibição desde que chegou aos Açores. Assumiu o jogo ofensivo da equipa, mostrou agressividade na hora de defender e ainda salpicou classe não raras vezes.

 

 

Nené- Combativo, agressivo e clarividente com bola, o açoriano foi uma peça chave no meio-campo da equipa.

 

 

Mikel- Exibição irrepreensível do Venezuelano. Tanto pelo ar, como pelo chão, limpou todos os lances de perigo que surgiram na sua área de atuação. E que dizer daqueles milimétricos passes pelo meio do terreno, quebrando linhas de pressão?

CD Santa Clara – CD Nacional

Goleada para a história

 

O CD Santa Clara voltou a rubricar uma exibição de excelência que viria a assumir contornos históricos. A goleada diante do CD Nacional por 5-1 passa a ser o resultado mais expressivo do clube, em jogos caseiros, a contar para a Primeira Liga.

 

Cientes da importância de regressar aos três pontos, a equipa começou a escrever a vitória logo no início do jogo. Mikel, pleno de oportunidade, na pequena área, foi o responsável por inaugurar o marcador, após um lance de bola parada. Na sequência do golo, o Nacional procurou assumir as despesas do jogo e foi à procura do empate, esbarrando sempre na muralha defensiva açoriana que se revelava serena e tranquila perante as ameaças insulares. Do outro lado, Carlos Jr e Rui Costa procuraram ameaçar à baliza alvinegra mas sem êxito. O controlo da partida era assumido e esta tendência ficou ainda mais vincada com o segundo golo no jogo. Rui Costa, no coração da pequena área, fuzilou a baliza adversária, dando maior tranquilidade à equipa na pausa para o descanso.

 

No segundo tempo, nova entrada de rompante da equipa. Rui Costa, sempre em busca da profundidade, surgiu na cara do guardião do CD Nacional, contornando-o e atirando a contar para o 3-0, o seu quarto golo na conta pessoal nesta temporada. O jogo ficaria praticamente sentenciado, não fosse o CD Nacional uma equipa aguerrida e combativa. Os pupilos de Manuel Machado até podiam ter reduzido na sequência de uma grande penalidade- defendida por Marco Pereira-, mas acabariam por marcar pouco tempo depois, na sequência de um canto.  A equipa percebia que os visitantes procuravam galvanizar-se através do golo e a resposta foi imediata. Carlos Jr, usando e abusando da sua velocidade, apareceu na cara de António Filipe, fuzilou a baliza adversária e tornou-se no melhor marcador da história do clube na Primeira Liga.

 

Até final, na sequência de uma grande penalidade, a equipa viria a dilatar ainda mais o marcador. Ukra, chamado a converter uma grande penalidade, não falhou, estabelecendo o resultado final. Com a goleada a equipa cola-se ao sexto lugar na tabela classificativa, igualando o Vitória SC, próximo adversário para o campeonato.

DESTAQUES

 

 

Rui Costa- O avançado português continua a evidenciar uma proeminente veia goleadora. Não precisa de muito espaço para marcar.

 

 

Morita- O nipónico deu mais um autêntico recital de bom futebol. Clarividente a defender e criativo a levar a equipa para a frente. Não engana.

 

 

Carlos Jr.- Tanto a jogar como ala ou como homem mais adiantado, criou problemas à defensiva alvinegra e voltou a marcar, estabelecendo-se como o melhor marcador da história do clube na primeira liga.

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CD Santa Clara – Rio Ave FC

Inteligência e Pragmatismo

 

Pragmatismo, eficácia e, acima de tudo, inteligência. Foi assim que o CD Santa Clara garantiu o regresso às vitórias para a Liga NOS, carimbando a importante marca dos 40 pontos na tabela classificativa.

 

Diferente mas eficaz. Daniel Ramos, antes da partida, tinha reforçado a importância de controlar as referências individuais dos vilacondenses e assim foi. O calculismo e a eficácia na ocupação de espaços foram uma constante no jogo defensivo da equipa no primeiro-tempo. Mais à frente, no miolo do terreno, centro de todas as decisões, o tridente central conferia agressividade sem bola, fundamental para que a equipa pudesse manietar o jogo adversário. No que respeita ao plano ofensivo, o CD Santa Clara fez uso da verticalidade dos seus alas, procurando encetar vertiginosas aproximações à baliza da equipa verde e branca. Allano, Carlos Jr e Rui Costa foram alguns dos intervenientes que visaram o golo mas sem grandes efeitos práticos. Ao intervalo, o nulo no marcador não expressava a evidente superioridade no jogo.

 

No segundo tempo, nova entrada positiva da equipa. Com pé no acelerador e uma vontade intrínseca de alvejar a baliza adversária, o golo acabaria por ser uma inevitabilidade. E assim foi. Numa das várias jogadas de combinação coletivas, Anderson Carvalho dispara forte para a baliza de Kieszek que, por seu turno, largou a bola para a frente, onde já estava Carlos Jr. pronto para inaugurar o marcador. O brasileiro apontou o seu 11º golo no campeonato, números expressivos para um ala, tornando-se o jogador do CD Santa Clara a marcar mais golos numa só temporada. Era de esperar que, com o golo, a equipa baixasse o ritmo de jogo. Allano tratou de o desmentir. Numa corrida desenfreada, o ala canarinho foi em busca da felicidade mas o poste adversário roubou-lhe o sorriso e uma mais que merecida tranquilidade.

 

Com o desenrolar do jogo era de esperar que o Rio Ave FC pudesse exercer outro tipo de domínio na partida. Os vilacondenses rubricaram uma ponta final bastante esforçada, obrigando André Ferreira a um punhado de defesas soberbas. Pese embora as ameaças à baliza açoriana, a defesa encarnada tratou de responder com assertividade, afastando para longe os lances de maior perigo. No final, vitória muito importante para os bravos açorianos que carimbam matematicamente a manutenção, somando uns expressivos 40 pontos na prova.  A equipa volta agora a entrar em campo já no próximo domingo, diante do Belenenses SAD, no Estádio Nacional.

 

Os primeiros minutos de jogo mostraram um CD Santa Clara organizado e a tentar responder à maior assertividade do SC Braga através das transições. Quando a equipa já tinha encontrado tranquilidade no jogo, o SC Braga beneficia de uma grande penalidade que seria cobrada de forma exímia por Trincão. A equipa não tardou em responder e foi somando várias oportunidades de perigo junto da baliza de Matheus. Numa dessas oportunidades, o CD Santa Clara empataria a partida. Jogada de Zaidu, hoje a extremo, na ala esquerda a cruzar de forma milimétrica para uma obra de arte de Thiago Santana. O brasileiro recebe orientado, olha para a baliza e desfere um um pujante pontapé que só iria parar na baliza adversária. Depois do golo, mais CD Santa Clara mas Matheus, primeiro e os postes da baliza evitaram a reviravolta no marcador.

 

Na segunda parte,  o CD Santa Clara entrou, novamente, bastante organizado no jogo diante de um SC Braga que não conseguia ligar o seu jogo. Totalmente contra a corrente do jogo, o SC Braga chega de novo ao empate através de Trincão. Mas Santana disse, novamente, ‘presente’. O brasileiro viria a ganhar uma grande penalidade frente a Raúl Silva, expulsando o central bracarense e, na conversão da marca dos onze metros, bisou na partida. O CD Santa Clara, depois do golo, voltou a estar por cima. Esta superioridade na partida viria a culminar no terceiro golo. Lincoln recupera uma bola perdida e serve de bandeja Carlos Jr. que, na frente de Matheus, atirou a contar. Vitória importantíssima para a equipa que mais fez por merecer.

DESTAQUES

 

 

Fábio Cardoso- O capitão tem realizado uma ponta final de campeonato à sua imagem e semelhança. Hoje somou um punhado de cortes fulcrais para a vitória.

 

 

André Ferreira- Esteve à altura do desafio, transparecendo serenidade entre os postes. Somou várias intervenções de elevado nível.

 

 

Carlos Jr-  Foi a flecha do costume a procurar alvejar a baliza adversária. No final, saiu do encontro com o título de atleta com mais golos marcados numa só época ao serviço do clube na primeira liga.

FC Famalicão – CD Santa Clara

Não nos vergamos

 

Duelo bastante intenso e disputado até final. O excessivo rigor na expulsão de Nené e o penalty demasiado forçado acabaram por obstruir uma resposta diferente da equipa. Apesar destas condicionantes foi o CD Santa Clara quem mais procurou por um resultado distinto até final.

 

A primeira oportunidade de perigo na partida surgiu pelos pés de Rui Costa, jogador natural de Famalicão, que obrigou o guardião da equipa visitada a uma excelente intervenção, negando o primeiro da partida. A equipa, estrategicamente, procurava conceder a iniciativa de jogo ao adversário, procurando sair através do contra-golpe, fazendo uso da velocidade e inteligência dos homens da frente. Se no ataque a equipa não ia conseguindo levar a água ao seu moinho, defensivamente era o oposto. O Famalicão pouco criava, somando dificuldades imensas para chegar próximo das zonas de finalização. O primeiro golpe na partida surgiria à passagem do minuto 35. Nené é expulso com um duplo amarelo, numa decisão demasiado criteriosa por parte da equipa de arbitragem e que viria a assumir-se como capital para o desfecho do jogo.

 

Cientes da necessidade de salvaguardar a baliza, no segundo tempo a equipa ajustou o seu xadrez tático. Lincoln, homem mais adiantado do vértice do meio-campo, baixou no miolo do terreno, ajudando Hidemasa Morita. De igual modo, os extremos passaram a apoiar mais os laterais açorianos. Mesmo com menos um, a equipa não sentiu dificuldades para conter a natural apetência ofensiva adversária. A meio do segundo tempo, a melhor oportunidade do CD Santa Clara no jogo. Lincoln, num lance de bola parada, atirou para o ângulo da baliza famalicense, vendo o golo ser-lhe negado por Luiz Júnior, após uma estirada imaculada. Já na reta final do encontro, nova decisão bastante discutível da equipa de arbitragem que, num lance casual, assinala penalty para o Famalicão.

 

Com o golo, o Famalicão desceu drasticamente no terreno, concedendo iniciativa de jogo ao CD Santa Clara que, não raras vezes, chegou a ameaçar a baliza adversária. Para a história do jogo fica a atitude gigantesca da equipa que não foi suficiente para combater algumas decisões… incompreensíveis. A equipa volta agora a jogar na próxima terça-feira diante do Rio Ave FC.

DESTAQUES

 

 

Fábio Cardoso- O capitão fez um jogo irrepreensível comandando as tropas após a expulsão de Nené. Esteve, novamente, próximo de marcar, na ponta final do encontro.

 

 

Lincoln- Foi dos seus pés que saíram o lance mais perigoso do CD Santa Clara no jogo. Procurou guardar a bola e transmitir tranquilidade à equipa.

 

 

Rui Costa- Foi um autêntico mouro de trabalho por entre os centrais famalicenses. Nunca deu uma bola por perdidade, deambulando pela frente de ataque açoriana em busca de espaços.

CD Santa Clara – Moreirense FC

Primeira parte avassaladora não foi suficiente

 

O futebol espetáculo praticado no primeiro tempo encontrou em Pasinato um tremendo obstáculo. Foram várias as oportunidades criadas, faltando afinar apenas a definição dos lances.

 

Daniel Ramos tinha pedido uma vitória e a equipa procurou corresponder ao pedido do técnico. O primeiro tempo da partida esteve repleto de lances dignos de figurar num compêndio do futebol. A equipa assumia o risco de ter a bola, circulando-a por todos os intervenientes e procurando, através de associações, chegar com perigo a zonas de finalização, alternando um jogo mais tricotado, com alguma verticalidade. Carlos Jr e Allano estiveram bastante próximos de finalizar com sucesso mas Pasinato, guardião dos cónegos, foi negando os possíveis golos.  Do outro lado, a espaços, a equipa de Guimarães procurava sair com perigo nas transições, embora sem grande sucesso. Ao intervalo era visível a frustração nos rostos açorianos, fruto de um resultado que não espelhava a superioridade evidenciada dentro das quatro linhas.

 

Era natural que, no segundo tempo, o Moreirense pudesse responder ao caudal ofensivo do Santa Clara. Assim foi. A equipa orientada por Vasco Seabra fez uso de uma maior agressividade na procura da bola, baixando as linhas e reduzindo o espaço para circular e construir jogadas de perigo. Pressionados pelo relógio, os bravos açorianos passaram a jogar mais com o coração, do que com a cabeça, falhando na definição e, principalmente, no último terço do terreno. O que é certo é que até final, a equipa ainda viria a introduzir a bola na baliza adversária, golo que viria a ser revertido pelo VAR.  Apesar do empate, resultado que não satisfaz a equipa, o CD Santa Clara aumentou para cinco o número de jogos sem somar qualquer derrota, dentro de portas.

A equipa volta a entrar em campo na próxima segunda-feira, no Estádio da Luz, para defrontar o SL Benfica, em jogo a contar para a 29ª jornada da Liga NOS.

DESTAQUES

 

 

Allano- O brasileiro esteve em, praticamente, todos os lances de perigo que a equipa conseguiu criar. Serpenteou não raras vezes pela defensiva adversária, servindo com mestria os homens mais adiantados da equipa.

 

 

Rafa- Foi uma autêntica locomotiva na ala direita. Tentou levar a equipa para a frente durante os noventa minutos, fazendo uso do seu jogo vertiginoso.

 

 

Mansur- Compenetrado e fiável a defender, ainda conseguiu acrescentar no capítulo ofensivo mostrando abnegação e crer.

Vitória SC – CD Santa Clara

Os Bravos nunca se vergam

 

Diante do Vitória SC ficou, mais uma vez, bem patente o caráter intrépido desta equipa. A ousadia de querer ser protagonista, bem como a busca incessante do triunfo não prevaleceram sobre as elevadas doses de pragmatismo do adversário.

 

O CD Santa Clara continua a ser das poucas equipas do campeonato que não muda, nem a sua filosofia, nem os seus comportamentos, em função do adversário e esta máxima foi, mais uma vez, comprovada diante do Vitória SC, uma das melhores equipas da prova. A equipa entrou em campo procurando assumir as despesas do jogo, circulando a bola por todos os seus intervenientes e não se coibindo de pressionar o adversário em zonas altas. A boa exibição da equipa não tinha, no entanto, réplica no resultado. À passagem do minuto 17, totalmente contra a corrente do jogo e favorecido por um ressalto fortuito, Rochinha viria a inaugurar a marcha do marcador. Com o golo, e tal como já é apanágio, a equipa procurou dar uma boa resposta, somando diversas aproximações à baliza à guarda de Bruno Varela, faltando somar o fator sorte aos desenhos ofensivos criados.

 

No regresso dos balneários, mais do mesmo. O Vitória SC baixou as suas linhas e procurou, sobretudo, sair com perigo através da velocidade dos seus homens da frente, entregando as despesas do jogo à equipa que mais fazia por merecer melhor sorte: o CD Santa Clara. Aos 52 minutos, Rui Costa tentava repor justiça no marcador, introduzindo a bola na baliza adversária. Sol de pouca dura, visto que a equipa de arbitragem viria a anular o golo e, consequentemente, a trazer alguma intranquilidade à equipa até final da partida. Depois do golo, o nervosismo adversário também se viria a condensar, embora sem grande proveito para o CD Santa Clara.

Para a história do jogo fica, mais uma vez, nova exibição personalizada e dar razão às vozes que apontam o CD Santa Clara como uma das equipas que pratica melhor futebol em Portugal.

DESTAQUES

 

 

Morita- Crucial a procurar equilibrar a equipa balanceada para o ataque e inteligente a pautar os ritmos de jogo, desvelando o caminho para a baliza contrária.

 

 

Lincoln- Menos exuberante do que é habitual, não deixou de querer assumir o protagonismo do jogo, mostrando agressividade, sempre que pedido.

 

Rui Costa- Voluntarioso, abnegado e sempre orientado para a baliza adversária. Não merecia ter visto aquele golo anulado.

Belenenses SAD – CD Santa Clara

Bravos históricos

 

Pragmatismo, inteligência… e nova vitória. O CD Santa Clara replicou os comportamentos adotados diante do Rio Ave FC e somou mais três pontos numa caminhada que já é histórica. O recorde de pontos foi igualado e o oitavo lugar (mínimo) garante a melhor classificação no primeiro escalão do futebol português.

 

Depois de uma série dificil sem vencer fora de casa, a equipa regressou às vitórias diante de um Belenenses SAD que tem sido osso duro de roer nesta segunda volta do campeonato. Cientes da dificuldade da contenda, os bravos açorianos entraram em campo com a impetuosidade suficiente para marcar cedo. E assim foi. Carlos Jr (Quem mais?) abriu o ativo, convertendo de forma irrepreensível uma grande penalidade, trazendo a tranquilidade necessária para que a equipa pudesse gerir os ritmos de jogo. Procurando conservar a preciosa vantagem, a equipa baixou as linhas, entregando a iniciativa ao adversário. Marco Pereira, de regresso à titularidade após um jogo de suspensão, foi chamado a intervir, somando um par de defesas impossíveis, colocando travão na avalanche ofensiva que os azuis procuravam imprimir. Era o pragmatismo da equipa a transparecer, novamente. Letais no ataque e organizados defensivamente.

Replicando a entrada assertiva no jogo, a equipa entrou com a força toda no segundo tempo. Carlos Jr, Allano e Cryzan, alicerçados pelo criativo Lincoln, deambulavam pela frente, aproveitando alguma letargia instalada na defensiva contrária e provocando o erro. Quem provocou um erro que viria a ser determinante para o desfecho final foi Cryzan, avançado brasileiro também ele de regresso ao onze. O canarinho recuperou uma bola na ala direita, embalou, servindo Carlos Jr para o golo da tranquilade, o seu 13º na conta pessoal. A reação adversária surgiria mas a equipa manteria a tranquilidade e a segurança na defesa até final, sem grandes sobressaltos, garantindo três pontos históricos.

 

A equipa soma assim 43 pontos na tabela classificativa, igualando a melhor pontuação de sempre na prova e já garantiu- no mínimo, o oitavo lugar no principal escalão do futebol português. A última jornada está marcada para a próxima quarta-feira diante do SC Farense, mais um jogo decisivo para o futuro da equipa. Estes bravos açorianos já marcaram lugar na história do clube mas há motivação para mais e melhor. Vamos juntos, vamos com todos até ao fim!

DESTAQUES

 

 

Carlos Jr-  O brasileiro continua a pulverizar recordes. Bisou na partida, apontou o seu 13º golo na edição da Liga NOS e é líder destacado na tabela dos melhores marcadores de sempre do clube na primeira liga.

 

 

Marco Pereira- O experiente guardião respondeu com tranquilidade quando a equipa mais precisou. Fez um punhado de defesas… que valem pontos.

 

 

Rafa Ramos- Irrequieto e assertivo. Rafa trouxe profundidade ao jogo ofensivo da equipa, procurando sempre servir os homens da frente. Na defensiva mostrou-se, à sua imagem, abnegado e combativo.

CD Santa Clara – Boavista FC

E, por fim, justiça

 

Jogo de emoções fortes no Estádio de São Miguel e com incerteza até ao último apito. O Boavista FC esteve a vencer, por duas vezes, mas no suspiro final do duelo, Fábio Cardoso carimbou um empate que, apesar de não servir as pretensões da equipa, trouxe justiça ao marcador.

 

Ao contrário do que já é seu apanágio, a equipa entrou em campo letárgica e algo insegura, contrastando com um Boavista FC agressivo na disputa dos lances e a procurar alvejar a baliza de Marco. Ainda assim, apesar da entrada menos positiva, a primeira oportunidade de perigo da partida nasceu dos pés de Carlos Jr, cujo remate não conseguiu corresponder ao cruzamento milimétrico de Allano. O golo apontado pelo Boavista foi o tónico para uma resposta mais afirmativa da equipa. Em desvantagem, a equipa arriscou mais na partida, subiu as linhas e tentou aproveitar as incursões dos laterais em terrenos mais adiantados. Já perto da primeira parte, Lincoln concretizou as ameaças anteriormente feitas, atirando a contar para o empate, naquele que foi o primeiro golo do brasileiro na edição da Liga NOS.

 

Em completo contraste com a primeira parte, a equipa entrou bem na segunda metade da partida. Pressionante, conseguindo roubar o esférico não raras vezes, a equipa chegava com facilidade à baliza adversária. Após uma destas incursões venenosas, a equipa beneficia de um lance de bola parada, eximiamente cobrado por Lincoln e com Carlos Jr a fazer uso do oportunismo de um verdadeiro avançado. Após o golo, a equipa procurou gerir os ritmos de jogo, tentando marcar para alcançar a tranquilidade na partida. Nada feito. O Boavista, bafejado por alguma sorte à mistura, iria recolocar-se em vantagem. Primeiro, Gustavo Sauer atira ao poste da baliza de Marco, tendo a bola embatido, caprichosamente, nas costas do guardião antes de ultrapassar a linha de golo. Seis minutos mais tarde, o Boavista aproveitaria uma desatenção defensiva para se colocar na frente do marcador.

 

Com a vantagem no marcador, a equipa adversária baixou ainda mais as suas linhas, procurando fazer uso da velocidade e mobilidade dos homens das frente. A equipa não baixou os braços, reagiu de forma enérgica, cruzando várias vezes para a pequena área dos boavisteiros sempre bastante povoada. Numa destas incursões pelo ataque, eis que chega a justiça ao marcador. Sagna cruza para a pequena área, onde Fábio Cardoso, capitão da equipa, estava pronto para desferir um golpe letal para o empate na contenda. Com o empate a equipa isola-se no sétimo posto do campeonato, somando 37 pontos.

DESTAQUES

 

 

Lincoln- Nova exibição de encher o olho do número 10 encarnado. Fez jogar a equipa, assumiu não raras vezes as despesas ofensivas da equipa e ainda foi a tempo de se estrear a marcar na edição da prova.

 

 

Carlos Jr- Irrequieto, oportuno e letal. O extremo deambulou na frente de ataque e aproveitou para adicionar mais um golo à sua lista pessoal. Foi um incómodo constante para a defensiva axadrezada.

 

 

Fábio Cardoso- No suspiro final teve a alma e a crença que caraterizam os bravos açorianos, carimbando a divisão de pontos no jogo.

SL Benfica – CD Santa Clara

A sorte que não nos sorriu

 

À semelhança do que a equipa havia feito em Alvalade e no Dragão, o CD Santa Clara mostrou-se personalizado e a querer impor o seu jogo diante do SL Benfica. A equipa voltou a ser melhor nos noventa minutos mas viu o ponto a fugir-lhe por entre os dedos.

 

Foi um CD Santa Clara igual a si próprio aquele que se apresentou no Estádio da Luz para jogar diante do SL Benfica. E igual a si próprio equivale a dizer: personalizado, irreverente na saída de bola, confiante a circular o esférico, incisivo no momento do ataque à baliza adversária e extremamente agressivo- no bom sentido do termo- a pressionar a saída de jogo do adversário que sentia claras dificuldades perante o posicionamento açoriano. O golo inaugural da partida surgiu numa altura em que a equipa visitada não tinha conseguido efetuar um remate enquadrado com a baliza de Marco. A equipa não se atemorizou com o golo e procurou igualar a contenda até final da primeira parte, ainda que sem grandes efeitos práticos.

 

O intervalo fez bem à equipa que regressou ainda mais incisiva e procurando alvejar a baliza adversária. Os primeiros vinte minutos do segundo tempo constituem um autêntico compêndio de bom futebol. A equipa instalou-se no meio-campo adversário e foram várias as chances que poderiam ter sido materializadas em golo. Ora Helton Leite, ora algum desacerto na hora da finalização atrasavam o golo açoriano que viria a acontecer. Anderson Carvalho, hoje capitão de equipa, recebe a bola à entrada da pequena área e, fazendo uso de um apurado sentido de oportunismo, empatava o jogo, trazendo justiça. Mesmo com o golo, a equipa não tirou o pé do acelerador e, através da pressão alta exercida, foi provocando perdas de bola capitais. Novamente contra a corrente do jogo, o Benfica viria a marcar.

 

A resposta ao golo do Benfica não tardaria e manter-se-ia até final do jogo. A equipa da casa, ciente da fibra dos açorianos, baixou linhas e passou a tentar controlar as intenções adversárias. A equipa voltaria a aproximar-se várias vezes do objetivo mas mostrando algumas falhas no capítulo da decisão que não permitiram a obtenção de um resultado diferente. Para a história fica mais uma grande exibição dos bravos açorianos que deveria ter dado, no mínimo, direito a um ponto. A equipa volta a jogar no próximo Sábado diante do Boavista FC, no Estádio de São Miguel.

DESTAQUES

 

 

Morita- Já faltam palavras para descrever a elegância do nipónico. Impávido perante a pressão alta adversária e extremamente inteligente na ocupação de espaços à frente da sua baliza, fez um jogo exímio.

 

 

Lincoln- O médio brasileiro encheu o campo novamente. Ora a jogar mais próximo do avançado, ora mais recuado para procurar a bola, foi um dos percursores do fulgor ofensivo que a equipa conseguiu imprimir.

 

 

Anderson Carvalho- Voltou a marcar na luz e encheu o campo. Fez piscinas no eixo central, apoiando o ataque e procurando salvaguardar a defesa.

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