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«Estamos habituados a ser uma equipa estável»

«Estamos habituados a ser uma equipa estável e fazer muitos pontos.»

 

Rafael Ramos falou num grupo «perto de conquistar o objetivo principal», mas ambicioso até ao final

 

O lateral-direito do CD Santa Clara, Rafael Ramos, eleito homem do jogo na recente deslocação ao SC Braga, marcou presença na sala de imprensa do Estádio de São Miguel e, além de abordar o momento recente dos açorianos, anteviu a partida frente à Belenenses SAD, agendada para as 17h00 de sábado.

 

«Neste momento estamos a estabilizar o grupo, a performance e o que é a nossa equipa. É verdade que tivemos um período atribulado no princípio, mas ultimamente conseguimos estabilizar e voltar ao nosso normal. Anormal foi a forma como começamos a época. Estamos habituados a isto, a ser uma equipa estável e a fazer muitos pontos durante o campeonato. É isso que procuramos fazer, continuar nesse caminho», começou por dizer o defesa do Santa Clara.

 

«Queremos para já ganhar o próximo jogo, que é o nosso objetivo. Jogo a jogo vamos sempre procurar as vitórias, é o que temos feito desde o início da segunda volta — e desde o início da época, mas agora com mais sucesso — dentro das circunstâncias que nos são permitidas. Temos de continuar nesse caminho e é obvio que, e não vou mentir, acho que estamos próximos do nosso objetivo principal que é a manutenção e isso passa já por ganhar o próximo jogo. Gostamos sempre de olhar mais para cima do que para baixo [na tabela classificativa] e, mais do que fugir aos de baixo, queremos encostar-nos ao de cima. Sabemos o valor que temos. Essa é a mentalidade dos jogadores, treinadores e toda a gente aqui. Óbvio que queremos sempre olhar para cima, mas que o objetivo principal neste momento é garantir a manutenção. Sabemos que estamos próximos e depois teremos outra margem para atirar para cima», atirou.

 

Sobre o próximo jogo do Santa Clara, frente à Belenenses SAD, o lateral não espera facilidades, enfatizando que a posição na tabela do adversário é justamente motivo para precisarem de somar 3 pontos na deslocação aos Açores: «Sabemos que eles vêm aqui lutar pela vida deles neste momento. É o que está em jogo: a manutenção deles na Primeira Liga. Está mais complicado para eles, é verdade, mas não esperamos facilidades nenhumas. Antes pelo contrário. Eles vêm aqui dar tudo por tudo para provar que merecem estar cá e temos o exemplo que nada vai ser fácil, já que na primeira volta perdemos o jogo contra eles.»

 

O Santa Clara recebe a Belenenses SAD às 17h00 (AZO) de sábado, em jogo respetivo à 27ª jornada do campeonato.

Rui Costa completa 50 jogos pelo Santa Clara

Rui Costa completa 50 jogos pelo CD Santa Clara.

 

O avançado famalicense chegou ao marco justamente no reduto do FC Famalicão, primeiro clube que representou como jovem.

 

Rui Costa chegou ao marco simbólico por 50 jogos com a camisola do CD Santa Clara no último sábado, na visita dos Bravos Açorianos ao terreno do Famalicão. Regressando à sua região de naturalidade, e onde deu os primeiros passos no futebol, o avançado completou meia centena de jogos pelo conjunto açoriano. Na partida, embora posteriormente invalidado, até introduziu a bola na baliza adversária.

 

Chegando ao Santa Clara em janeiro de 2021, depois de ter representado o Deportivo de La Coruña, o avançado de 26 anos já marcou 10 golos pelo clube. Alguns deles de tremenda importância, quer na temporada passada, quer na presente época desportiva.

 

Formado no FC Famalicão e com passagens por diferentes clubes no futebol português, quer na Primeira, quer na Segunda Liga, Rui Costa teve duas passagens pelo futebol espanhol antes de rumar aos Açores pela primeira vez na carreira, onde acabou por estar fortemente ligado ao acesso às competições europeias e à temporada mais consagrada da história do Santa Clara.

 

Profissional exemplar e tremendamente devoto dentro de campo, do primeiro ao último instante de qualquer partida, congratulamos o nosso atleta pela chegada aos 50 jogos pelo CD Santa Clara.

«Vou-me entregar a 100% a cada jogada»

Óscar Barreto assinou pelo CD Santa Clara em janeiro e já deixou a sua marca no emblema açoriano. Como suplente de impacto, as suas duas assistências diante do Vizela foram fundamentais para carimbar a vitória na partida da 25ª jornada, garantindo a continuidade do registo de invencibilidade caseiro dos açorianos. Em conversa com o departamento de comunicação do Santa Clara, o colombiano analisa o atual momento da equipa e deixa uma importante mensagem aos adeptos, apelando a que continuem a mobilizar-se em força nesta importante reta final de campeonato.

 

Entrar. Assistir. Assistir mais uma vez.

 

A partida diante do Vizela foi difícil, como todas o são no campeonato português, e Óscar Barreto foi um dos protagonistas a desbloquear um jogo extremamente compacto. O colombiano entrou ao minuto 64′ tal como Rui Costa, em dupla alteração, e contribuiu com duas assistências. No primeiro passe para golo assistiu Cryzan e, no minuto 90, bateu rapidamente o livre que proporcionou um momento sublime para Rui Costa. Foram as suas primeiras contribuições diretas para golo no futebol português desde a temporada 2017/2018, época na qual representou o Rio Ave.

 

«O que todos os jogadores querem»

 

A sua exibição frente ao Vizela, disse-nos Óscar Barreto, foi «o que todos os jogadores querem», explicando as suas declarações: «[Foi] Entrar, contribuir e ajudar a equipa a conquistar a vitória. Graças a Deus consegui as duas assistências e celebrar os três pontos, que são o mais importante. Temos de continuar a somar vitórias em casa, a seguir por este caminho. Estou muito feliz e espero continuar a ajudar a equipa», atirou, ressalvando que é importante manter o caminho dos triunfos.

«O futebol português é muito tático, de muitas movimentações e inteligência»

Depois da temporada em Vila do Conde, Barreto representou o Millionarios da Colômbia e, por último, os peruanos do Sport Huancayo

 

Círculo completo

 

Do Rio Ave, por empréstimo do histórico colombiano Millionarios de Bogotá, o sul-americano voltou ao clube depois do período de cedência. O próximo capítulo da carreira iria vê-lo nos peruanos do Sport Huancayo, tendo contribuído com 4 golos e duas assistências em 30 jogos. Em janeiro deste ano, chegando a proposta do Santa Clara, o extremo regressava ao futebol português, no qual tinha deixado boas indicações e, daí, tendo estado referenciado pelos dirigentes dos insulares. «Quando recebi a proposta senti-me muito feliz. Queria voltar ao futebol português e à Europa, não hesitei [aceitar] por um segundo.»

 

Da América do Sul para Portugal, uma questão tática

 

Questionado pelo departamento de comunicação do clube sobre as mais evidentes diferenças entre o futebol português e/ou europeu, e o sul-americano, Barreto não hesitou em responder que, fundamentalmente, as distinções debruçam-se sobre questões de ordem tática: «O futebol português é muito tático e de muitas movimentações, muita inteligência. Talvez na América do Sul o futebol seja mais de desequilíbrios e jogadas individuais. O futebol português é muito mais rápido, é tudo a um ou dois toques», referiu, ele que já é versado em ambas as realidades futebolísticas.

 

Chegar, ver e… não perder 

 

A chegada de Óscar Barreto coincidiu com a chegada de Mário Silva para o comando técnico do Santa Clara, que se juntou aos elementos do corpo técnico já presentes no clube. A simbiose com o grupo de trabalho significou, portanto, o melhor momento da temporada. Desde que chegou ao clube passaram-se 10 jogos, sendo que o Santa Clara apenas conheceu o sabor da derrota em apenas duas ocasiões (Sporting, na Allianz Cup, e Benfica, no campeonato). O colombiano realizou, até ao momento, 6 jogos pelos açorianos. Já foi titular em duas ocasiões, frente a Boavista e Benfica, e consagrou o seu bom momento com assistências para golo frente ao Vizela.

«No jogo contra o Vizela notou-se que os adeptos nos ajudaram até ao final»

Barreto assistiu Cryzan no duelo contra o Vizela

 

Não baixar os braços e continuar o trabalho

 

Vivendo por larga margem o período mais positivo da temporada em termos de resultados e exibições, Barreto considera «importante» manter o foco para as próximas partidas, fazendo o apelo para que o grupo «não baixe os braços» e não viva conformado com os bons jogos do passado recente.

 

«O momento do Santa Clara é muito, muito bom. Temos conseguido consolidar-nos um pouco mais nesta Liga pela forma como estamos a jogar e trabalhos diariamente, o que se nota dentro de campo. [Na segunda volta] só perdemos contra o Benfica e mesmo assim fizemos um grande jogo lá, e acho que tínhamos merecido o empate. É um final de campeonato muito importante para nós, em que não podemos baixar os braços e o rendimento. A acabar o campeonato, isso é o mais importante.»

 

Nada menos que 100% em todas as jogadas

 

Além de dotado tecnicamente, Óscar Barreto é um jogador dotado de uma tremenda raça e atitude dentro de campo, algo que define o grupo de trabalho do Santa Clara na seriedade e esforço com que aborda os jogos e o processo de treino. Aos adeptos do clube, aos quais o colombiano faz o apelo para que continuem a apoiar a equipa, explica que jogador podem esperar de si: «O que os adeptos precisam de saber sobre mim como jogador é a entrega à equipa. Em cada minuto, cada jogada, vou entregar-me a 100%.»

 

Quer faça chuva, quer faça sol

 

Apesar das condições climatéricas adversas que se fizeram sentir na receção ao Vizela, mais de 1000 Bravos Açorianos marcaram presença no Estádio de São Miguel no duelo da 25ª jornada, frente ao Vizela, e Óscar Barreto reconheceu que o seu contributo vindo das bancadas foi vital para, dentro de campo, garantir a vitória e lutar até aos últimos instantes: «A mensagem que deixo aos adeptos é que nos continuem a apoiar a casa e, aos que possam, fora de casa. Acho que na partida contra o Vizela se notou que os adeptos nos ajudaram até ao final, e viu-se no resultado.»

«Na segunda volta só perdemos na Luz»

«Quero salientar que, nestes 9 jogos da segunda volta, só perdemos no Estádio da Luz.»

 

Mais uma partida a somar pontos na caminhada insular.

 

Marcando presença na sala de imprensa do Estádio Municipal 22 de Junho, Mário Silva analisou o empate sem golos do Santa Clara diante do Famalicão, em partida a contar para a 26.ª jornada do campeonato.

 

Em termos da justiça do resultado, o treinador dos açorianos considera que, sim, a divisão de pontos aceita-se:  «Sim, acaba por se ajustar o resultado. Sabíamos que ia ser um jogo difícil. O Famalicão não perde em casa desde dezembro. Coletivamente é uma equipa forte com dinâmicas interessantes, daí talvez na primeira parte, em termos de pressão, não termos conseguido ser iguais a nós próprios. Queríamos pressionar sempre e tivemos dificuldades nos timings de pressão. Permitimos ao Famalicão sair por fora e criar algumas situações de perigo», começou por dizer, mostrando, tal como na flash interview, descontentamento pelos primeiros 45 minutos do Santa Clara na partida.

 

«Mudamos ao intervalo. Tenho de reconhecer que houve mérito do adversário, há que dizer, mas houve também demérito nosso, eu incluído, de nós todos, pela primeira parte que fizemos. Ao intervalo trocamos 3 jogadores — 2 deles tinham amarelo e as nossas últimas experiências dizem-nos para não arriscar — e quando isso acontece a equipa dá uma boa resposta. Ajustamos a questão da pressão e em termos jogo ofensivo fomos mais esclarecidos, atraímos o adversário para a profundidade (algo em que podiam ter algumas dificuldades a defender), marcamos um golo que foi anulado e eles também. Acho que o resultado se aceita. Queríamos ganhar, tal como o Famalicão , mas não ganhando, é importante não perder.

 

O treinador do Santa Clara falou do facto da equipa chegar aos 30 pontos na presente edição do campeonato, ainda com 8 partidas para realizar: um marco «interessante» para Mário Silva que recorda algumas das adversidades pelas quais passou o Santa Clara na presente temporada: «A equipa passou por momentos muito difíceis e nos lugares de baixo, e quero salientar que nos últimos 9 jogos desta segunda volta só perdemos no Estádio da Luz», atirou, elogiando posteriormente todo o leque de jogadores e grupo de trabalho.

 

«A nossa ambição é maior que a de relaxar», respondeu Mário Silva, quando questionado pela maior tranquilidade da equipa do Santa Clara na tabela classificativa. «Apesar de estarmos satisfeitos com o empate, no balneário ninguém estava a festejar. Os jogadores são ambiciosos e querem sempre ganhar. Não sei quantos pontos vão garantir a manutenção, mas queremos ganhar, jogo a jogo. A equipa nunca vai baixar a guarda, eles já passaram por momentos muito difíceis neste ano e estão agora numa posição mais confortável. A época não está fechada, mas está mais fácil agora, sim.»

 

No próximo jogo, frente à Belenenses SAD, no sábado, 19 de março, Mário Silva deseja um Santa Clara «muito melhor» para somar mais 3 pontos na partida respetiva à 27.ª jornada.

Bilhetes – CD Santa Clara x Belenenses SAD

A Santa Clara Açores – Futebol SAD informa que, a partir de sábado, 12 de março, irá começar a venda de ingressos para o jogo da 27ª jornada da Liga Portugal bwin, frente à Belenenses Futebol SAD, na loja oficial do clube.

 

Início da venda de ingressos

 

  • Sábado – Sócios CD Santa Clara
  • 2ª feira – Público em Geral

 

Horários dos locais de venda

 

LOJA OFICIAL

2ª feira a 6ª feira – 9h00 às 17h30

Sábado – 10h00 às 14h00

Fechado nos domingos e feriados

 

ESTÁDIO DE SÃO MIGUEL

Sábado (dia de jogo) – a partir das 14h00

 

SÓCIOS CD Santa ClaraSócio Adulto
Sócio Criança
Bancada Central Coberta5€3€
Bancada Central (sem cobertura)4€2€
Bancada Açores3€2€

 

Público Geral
Adultos
Crianças
Bancada Central10€5€
Bancada Central (sem cobertura)8€4€
Bancada Açores7,5€2.5€

 

MANTENHA-SE SEGURO

 

Siga sempre as regras dos responsáveis no Estádio:

 

  • Use sempre a sua máscara;
  • Utilize única e exclusivamente o lugar que lhe está destinado, independentemente da situação climatérica;
  • Mantenha, em todas as situações, sempre as distâncias mínimas de segurança;
  • Respeite a etiqueta respiratória;
  • Garanta a correta higienização das mãos;
  • Siga e respeite sempre os trajetos assinalados no Estádio, através da respetiva sinalética;
  • Respeite em todos os momentos as indicações das Autoridades de Segurança e de Organização do Jogo;
  • Esteja atento às indicações do Speaker e respeite sempre as mesmas;
  • Evite levar para o recinto desportivo objetos passíveis de serem utilizados como arma de arremesso.

«A ambição é conquistar nova vitória fora»

«A equipa tem dado excelentes respostas. A nossa ambição é conquistar nova vitória fora!» 

 

Com vontade de somar a segunda vitória fora de portas na Liga, Mário Silva anteviu a partida diante do FC Famalicão.

 

Mário Silva marcou esta quinta-feira presença na sala de imprensa do Estádio de São Miguel, antevendo o jogo frente ao Famalicão. O Santa Clara desloca-se ao reduto famalicense no sábado, em partida respetiva à 26ª jornada da Liga Portugal, com início às 14H30 dos Açores. O técnico dos insulares espera novo triunfo fora e confia nas respostas positivas que a equipa tem dado nos últimos jogos, mas antecipa dificuldades motivados pelo momento positivo que vive o adversário.

 

«O nosso objetivo é o da vitória e de conseguir uma posição na tabela, o quanto antes, que nos dê estabilidade para trabalharmos depois com ainda mais motivação. Temos de querer sempre mais e estar, o quanto antes, numa posição que nos dê, matematicamente, estabilidade. Torno-me repetitivo, mas todos os jogos são muito difíceis. Neste momento vamos ter uma equipa que nos últimos 5 jogos perdeu fora frente ao Sporting e Vitória SC. Não perde em casa, salvo erro, desde o dia 12 de dezembro. É uma equipa em crescendo e não vamos ter facilidades, mas depende do que nós fizermos», começou por dizer Mário Silva, elogiando o Famalicão. «Se formos a equipa que temos sido até agora – e de certeza absoluta que vamos ser -, vamos tornar igualmente difícil o jogo para o Famalicão.»

 

O treinador do Santa Clara enfatizou o desejo do grupo de trabalho ter que querer e ambicionar sempre mais: «Apesar de estar numa posição que nos dá alguma tranquilidade temos de continuar. Temos de querer cada vez mais, queremos ser melhores e o nosso objetivo passa por vencer o próximo jogo, sabendo que o adversário atravessa um bom momento.»

 

Mário Silva referiu a importância da equipa reproduzir aquilo que «tem sido até agora», fazendo menção às boas exibições do Santa Clara no passado recente, alertando para as virtudes do adversário de sábado, fazendo uma breve leitura à equipa famalicense no momento defensivo e ofensivo. O treinador dos açorianos fala no desejo da equipa estar «num nível alto» e refere que «Moreira de Cónegos não pode ser um caso isolado», enfatizando a ambição de querer conquistar a segunda vitória fora de portas na presente edição do campeonato. A primeira surgiu, justamente, no reduto do Moreirense em janeiro último.

 

«Nós olhamos acima de tudo para o próximo jogo, não fazendo demasiados planos. O nosso objetivo é o próximo jogo. Sabemos que, se ganharmos, são mais 3 pontos importantes no nosso trajeto. Isso é, para nós, sem dúvida, o mais importante», referiu, mencionando assim que o foco do grupo de trabalho é unicamente no próximo jogo.

 

Como tem feito desde que chegou ao Santa Clara, Mário Silva desfez-se em elogios ao grupo de jogadores, dizendo novamente que tem sido difícil fazer as convocatórias devido às boas respostas que todos os elementos têm dados durante os treinos e os jogos: «Essas dores de cabeça e insónias são as que nós queremos.  Todos os jogadores estão super motivados, a trabalhar muito bem. Felizmente neste momento temos um plantel super motivado, com toda a gente a trabalhar bem e que equilibra muito bem o que é o grupo de trabalho. Da nossa parte são decisões difíceis, mas queremos ter todos disponíveis.»

 

FC Famalicão x CD Santa Clara | 26ª Jornada – Liga Portugal bwin

«Estamos unidos a remar para o mesmo lado»

Rui Costa vive um bom momento no CD Santa Clara. Natural de Vila Nova de Famalicão, o avançado está às portas de concluir 50 jogos pelos açorianos e terá possibilidade de alcançar esse marco justamente na cidade de origem frente ao clube em que deu os primeiros passos no futebol. O mais recente vencedor do ‘Golo da Jornada’ da Liga Portugal, numa semana que antecede um jogo naturalmente especial, conversou com o departamento de comunicação do Santa Clara para descrever o seu momento individual, coletivo e fazer a retrospetiva do seu primeiro ano como Bravo Açoriano.

 

Chegar à dezena em grande estilo!

 

Era difícil chegar ao 10º golo pelo Santa Clara de melhor forma. Com a partida a chegar ao final, e com os insulares a quererem selar em definitivo a vitória frente ao FC Vizela, debaixo de forte chuva e vento, Rui Costa aproveitou primorosamente um livre cobrado rapidamente por Óscar Barreto, escapando da oposição contrário e picando o guarda-redes adversário com toda a classe do mundo. Com influência no golo que inaugurou o marcador, sendo opositor direto de Bruno Wilson que introduziu a bola na própria baliza, a sua exibição na 25ª jornada do campeonato valeu-lhe a atribuição do prémio de ‘Homem do Jogo’. Em declarações ao departamento de comunicação do Santa Clara, o avançado mostrou-se contente com a distinção de ter inclusive o ‘Golo da Jornada’, mas enfatizou que o coletivo impera. «Acho que ganhar o golo da jornada é muito bom, é um reconhecimento do nosso trabalho. Mas o mais importante foi mesmo conseguir selar o jogo e dar os 3 pontos ao Santa Clara. Conseguimos, e isso foi o mais importante», atirou.

 

Se o coletivo está em sintonia, as individualidades sobressaem 

 

Com 8 contribuições de golo na presente edição do campeonato — 5 remates certeiros e 3 assistências —, Rui Costa atribui o mérito ao coletivo pelas exibições recentes e, no cômputo geral, pela união de todo o grupo de trabalho. «O momento do Santa Clara passa por um grupo enorme que temos e uma tranquilidade de acreditar naquilo que podemos entrar em campo e fazer», começou por dizer, convictamente. «Estamos todos unidos a remar para o mesmo lado e isso nota-se em campo. Se o Santa Clara em si estiver bem, o individual também.»

«O regresso a Portugal foi muito fácil. Quando recebi a proposta nem pensei duas vezes…»

FOTO: AD Alcorcón/RCD de La Coruña

 

A passagem por um histórico europeu

 

Depois de representar vários emblemas no futebol português, 2019 trouxe a Rui Costa a primeira experiência no estrangeiro. O AD Alcorcón chamou pelo avançado luso que, nessa temporada a vestir de amarelo por cedência do FC Porto, apontou 3 golos e contribuiu com outras duas assistências. Seria na época seguinte, contudo, que representaria um histórico europeu que, pese embora viva dias difíceis, se traduz num dos emblemas de grande expressão no futebol espanhol: o Deportivo de La Coruña. Rui Costa juntou-se assim ao campeão espanhol da época 1999/2000, numa experiência que terminou em janeiro de 2021. O destino, esse, já todos sabemos…

 

Da Corunha para São Miguel

 

«Mal recebi a proposta do Santa Clara nem pensei duas vezes», disse-nos Rui Costa, quando questionado sobre o regresso a Portugal. O jogador ambicionava o regresso à Primeira Liga, competição em que tinha alinhado de forma breve pelo Portimonense SC. «O Santa Clara abriu-me as portas da Primeira Liga. Tive uma curta passagem pelo Portimonense, também na Primeira Liga, mas onde realmente joguei e considero que joguei na Primeira Liga foi aqui no Santa Clara que me abriu as portas e acolheu-me muito, muito bem. O regresso a Portugal foi muito fácil. A adaptação também foi muito fácil devido ao grupo que temos e à estabilidade do clube, que é muito boa», referiu.

«Estamos todos unidos a remar para o mesmo lado e isso nota-se em campo»

Rui Costa, instantes antes de apontar o golo da jornada 25, frente ao FC Vizela

 

Um primeiro ano para relembrar…

 

Rui Costa chegou ao Santa Clara em janeiro e, até ao final da temporada, apontou 4 importantes golos na história caminhada dos Bravos Açorianos. Na região há mais de 1 ano, o avançado faz um balanço muito positivo da sua estadia no clube até ao momento: «O meu primeiro ano foi muito bom a nível individual e coletivo, que é o mais importante. Conquistamos muitas coisas como um lugar na Conference League, algo histórico para o clube e isso é sem dúvida o mais importante porque ficamos na história do Santa Clara e do futebol português.»

 

Um regresso muito especial numa tarde que pode ser simbólica

 

A um jogo de cumprir a marca dos 50 pelo Santa Clara, Rui Costa pode fazê-lo no Municipal de Famalicão, um palco especial para o atleta. Natural de Vila Nova de Famalicão, alinhou nos escalões jovens do clube de 2005 a 2013 e mais tarde, como profissional, em 2017. O jogador de origem famalicense refere que será um jogo bastante disputado, com ambas as equipas a lutar pelos 3 pontos no Minho.

 

«Fazer 50 jogos pelo clube é sempre uma marca importante individualmente, por isso fico muito feliz porque foi o clube que me abriu as portas à Primeira Liga e regressar a Portugal. Estou muito contente por isso. Jogar em Famalicão vai ser o regresso a uma casa em que já fui muito feliz, e para qualquer jogador é muito bonito jogar lá com um estádio cheio com um público muito fervoroso. Vai ser sem dúvida um bom regresso. Vamos lutar pelos 3 pontos tal como o Famalicão, mas vai ser um jogo muito especial para mim», concluiu.

«Temos um balneário com vontade de dar o máximo»

«Tenhamos as adversidades que tenhamos, temos aqui um balneário ambicioso e com vontade de dar o máximo»

 

Mário Silva anteviu o duelo da 25ª jornada do campeonato.

 

O treinador do Santa Clara marcou presença na sala de imprensa do Estádio de São Miguel, numa conferência de imprensa em que não poupou elogios ao seu grupo de trabalhos. Volvidos 8 jogos ao comando da equipa açoriana, 7 deles para o campeonato, o técnico conta apenas com uma derrota na Liga – no Estádio da Luz – e mantém 4 jogos consecutivos sem derrotas, algo que pretende manter na receção ao Vizela, agendada para as 19h30 de domingo.

 

«Temos de ser iguais a nós próprios, competentes, temos de querer muito, ter uma atitude forte, ambição e a pontinha de sorte que por vezes tem faltado. Vai ser um jogo equilibrado. O Vizela tem um treinador que já subiu por duas vezes com esta equipa, que conhece os jogadores melhor que ninguém. É uma equipa pressionante, compacta e que tem feito um campeonato muito positivo. Por isso, uma equipa que gosta também de jogar e penso que amanhã vai ser um grande espetáculo de futebol. É para isso que nós, jogadores e treinadores, contribuímos. Para o espetáculo.»

 

Mário Silva voltou a apelar para que os adeptos compareçam em grande número no estádio: «Pedimos que os nossos adeptos – e acredito que toda a gente sentiu isso – apoiem com todas as suas forças. Acho que os jogadores merecem muito pela forma como têm trabalhados, com todas as dificuldades que temos tido. Eles têm trabalhado muito bem e peço aos adeptos que nos venham apoiar, que criem um ambiente muito positivo e que nos empurrem para aquilo que nós queremos, os 3 pontos. É fundamental para nós e para o Vizela, será um jogo muito competitivo. Apesar de termos feito um percurso positivo temos de ganhar e no nosso estádio é isso que queremos fazer para presentear os nossos adeptos. O Vizela não é uma equipa qualquer, tem os seus argumentos que vamos tentar contrariar, e de tudo vamos fazer para ganhar o jogo e conquistar importantes 3 pontos. Sabemos que faltam 10 jogos, 30 pontos em jogo, mas é o nosso objetivo estabilizar-nos quantos antes, chegando a um lugar que nos permite ter ainda mais tranquilidade. É esse o nosso compromisso entre todos.»

 

Voltando a frisar mais uma vez que «a distância entre vitória, empate e derrota é muito curta», o treinador do Santa Clara espera uma partida equilibrada e difícil frente ao conjunto vizelense, orientado por Álvaro Pacheco e que tem neste momento 24 pontos na tabela classificativa (menos 2 que os insulares).

 

«Apesar de não conquistarmos os resultados que queríamos [vitórias], temos dado sempre uma resposta positiva. Queremos sempre valorizar o espetáculo. Temos tido infelizmente alguns expulsões, mas o nosso objetivo é sermos uma equipa que contribua para o futebol positiva, que proporcione bons espetáculos. Em casa temos a responsabilidade de proporcionar bons espetáculos aos adeptos que vão ao estádio, temos essa responsabilidade para com eles. Somos uma equipa que gosta de assumir o jogo, tanto em casa como fora. Não o conseguimos fazer durante 90 minutos, mas durante a maioria do jogo e é isso que queremos fazer amanhã. O Vizela é uma equipa equilibrada em todos os momentos e setores, e temos de contrariar isso e por em prática aquilo que temos vindo a fazer», atirou Mário Silva, alertando ainda que a equipa minhota vai causar dificuldades.

 

Em relação às ausências de Mansur e Morita, que vão cumprir suspensão, Mário Silva volta a frisar o ponto de que existem soluções válidas para qualquer posição dentro do plantel do Santa Clara: «São dois jogadores importantes, tal como disse quando foram o Lincoln e o Cryzan. São assiduamente titulares e preponderantes na equipa, mas temos soluções no plantel. Como já disse, muitas vezes é uma questão de oportunidade. Sabemos que em caso de alguma baixa – temos tido o Mikel, não sabemos se estará apto para jogar amanhã -, temos colmatado estas baixas tornando todos os jogadores importantes. Para mim são todos importantes e, da forma como trabalham, todos têm condições para ser titulares ou para dar o seu contributo do banco. Quem jogar vai dar tudo.»

 

Mário Silva terminou a antevisão com uma mensagem forte aos adeptos: «Nós queremos ganhar. Agora, podemos ou não ganhar. O nosso objetivo é a vitória, mas quero que os adeptos percebam que, tenhamos as adversidades que tenhamos, aqui temos um balneário ambicioso, com vontade de dar o máximo. Quanto o fazem só temos de ficar felizes e orgulhosos. Dando o máximo, com o apoio e empurrão dos nossos adeptos, e conquistando os 3 pontos… perfeito. É esse o nosso objetivo.»

 

O Santa Clara recebe o Vizela às 19h30 de domingo no Estádio de São Miguel para a 25ª jornada da Liga.

«Sinto-me como um açoriano»

«Sinto-me como um açoriano. Gostava de pedir o apoio do público porque necessitamos deles»

 

O uruguaio falou à comunicação social e enfatizou o bom momento que vive, bem como todo o grupo de trabalho.

 

Na segunda temporada ao serviço do Santa Clara, Cristian Tassano vive porventura o seu momento mais positivo como Bravo Açoriano. O defesa central uruguaio perspetivou o duelo do próximo domingo frente ao Vizela FC, marcando presença na sala de imprensa do Estádio de São Miguel. Antes de mais, o sul-americano fez a retrospetiva do empate arrecadado na última segunda-feira, frente ao SC Braga.

 

«Foi um jogo em que ficamos com menos 2 jogadores, mas em que mostramos como a equipa está agora: unida e forte. Não conquistamos a vitória, mas sentimos que foi como uma pelas circunstâncias do jogo. Acho que a equipa ficou feliz com o resultado e, agora, temos de pensar no próximo jogo.» Em relação às expulsões de Mansur e Morita no jogo da jornada anterior, Tassano foi perentório: «Não [acredito que a equipa seja assim tão agressiva], a equipa é agressiva a jogar, mas nunca com maldade. Penso que também estamos a ser muito prejudicados.»

 

«Contra o Vizela temos de esperar a vitória. Estamos a trabalhar muito bem e a equipa está forte, está unida. Penso que quando trabalhamos assim temos de ser recompensados. Estamos a trabalhar bem e que, quando estamos assim, vamos ser recompensados no fim-de-semana com uma vitória. Vamos entrar com espírito de revolta, a pensar na vitória. Mesmo sem o Mansur e o Morita, outros colegas vão ter a oportunidade e vão jogar bem. Com isso vamos conquistar a vitória que merecemos», atirou o uruguaio, esperançoso.

 

Sobre o seu momento atual, o central mostrou-se satisfeito porque, logicamente, como todos os restantes jogadores, tem somado minutos: «Sinto-me feliz porque é o que todos querem jogar. Mas feliz, também, porque sinto a confiança dos meus colegas em mim, bem como da equipa técnica e de todos aqui no clube. Sinto-me bem adaptado, a equipa e toda a gente também me ajudaram para que a minha adaptação fosse a mais rápida possível. Acho que estou bem, sinto-me um açoriano mais.»

 

Para concluir, Tassano deixou um apelo a todos os adeptos para que se mobilizem em força no próximo domingo: «Gostava de pedir aos adeptos que viessem ao jogo porque necessitamos deles nesta fase, do seu apoio. Que venham fazer a revolta aqui ao estádio

 

O Santa Clara defronta o FC Vizela às 19h30 de domingo, em partida da 25ª jornada da Liga Portugal bwin.

«De onde venho é preciso trabalhar muito para ter oportunidades»

Mentalidade forte. É uma expressão repetida em múltiplas ocasiões por Kennedy Boateng na sua conversa com o departamento de comunicação do Santa Clara. A atravessar um grande momento pelo emblema açoriano, foi consecutivamente titular nos últimos 7 jogos e tem mostrado uma tremenda solidez defensiva. Nascido no Gana e com ligação ao Togo, já foi chamado aos trabalhos da seleção destes últimos, embora não se tenha estreado na formação orientada pelo português Paulo Duarte.

 

«Não desisto facilmente»

 

Num difícil arranque de temporada para o Santa Clara, com uma sobrecarga extensiva de jogos, o central não avançou de imediato para a titularidade e, com o decorrer da época, tem mostrado um feedback extremamente positivo que se traduziram em minutos de jogo. A sua persistência vem desde muito novo e por força das origens, como conta o atleta: «O que realmente me ajudou a melhorar foi sobretudo ter uma mentalidade forte. Como jogadores pensamos de forma diferente. Não desisto facilmente e era fácil fazê-lo. De onde venho é preciso trabalhar muito para ter as oportunidades porque não há favores. Tens de trabalhar no duro por ti próprio e manter-te focado.»

 

Processo formativo ‘à neerlandesa’

 

Desde os 10 anos na West African Football Academy (WAFA), o clube no qual Boateng fez a sua estreia como profissional tem laços intrínsecos aos Países Baixos. Esse é um aspeto que explicou e apontou como fator benéfico na sua posterior adaptação à Europa. Quando estava no Gana joguei numa academia chamada West African Football Academy e comecei a jogar muito novo, com 10 anos. A equipa que suportava esta academia era o Feyenoord, dos Países Baixos. Então, para mim, estava a ter uma experiência europeizada no Gana. A minha primeira experiência na Europa não foi assim tão difícil porque, quando ainda estava em África, tinha métodos de treino parecidos.»

 

A adaptação prática a metodologias do futebol europeu no continente africano é algo que aproxima ambos, de acordo com o atleta, que refere que essa prospeção de talento por alguns dos maiores clubes do globo é natural: «É óbvio que agora existe muito talento africano no futebol europeu, o Mo Salah e o Sadio Mané no Liverpool por exemplo. Quando vais a África vês sempre muito talento jovem e acho que é por isso que [o futebol europeu] faz tanta prospeção no continente.»

«Foi a primeira vez que experienciei o Inverno…»

FOTO: SV Ried

 

O país, a linguagem e o frio

 

Um dos aspetos mais difíceis da adaptação ao novo país, a Áustria, foram as condições meteorológicas. Kennedy Boateng confessou que, quando assinou e rumou ao LASK Linz, nunca tinha presenciado o Inverno na sua vida: «A adaptação? Para mim, a primeiro, foi muito difícil… foi a primeira vez que presenciei o Inverno, era muito frio. A Áustria que era muito fria. A linguagem também era [um obstáculo], mas tive amigos que me ajudaram a aprender e continuei a trabalhar. No futebol profissional não tens escolha, tens de te adaptar. Aprendi a língua e adaptei-me à vida na Áustria», atirou, referindo novamente a forte mentalidade como a principal arma no seu arsenal.

 

O sentimento de ser importante 

 

Kennedy Boateng chegou ao LASK Linz em 2016 e realizou 11 jogos pelo emblema da Segunda Divisão, antes de rumar ao SV Ried. Depois do período de cedência, no qual fez 33 jogos e marcou 3 golos, o central natural do Gana tornou-se numa das referências da equipa. «Não joguei muito [no LASK] e foi por isso que me juntei ao SV Ried por empréstimo de uma época. Depois, precisavam de mim e compraram-me», começou por dizer. «Joguei lá quatro épocas antes de vir para Portugal.»

 

A primeira mudança intraeuropeia 

 

Depois de temporadas de sucesso na Áustria, conseguindo num primeiro momento sagrar-se campeão da 2ª Liga pelo SV Ried – algo que já tinha feito na sua temporada de estreia pelo LASK Linz – e de na época seguinte ajudar a equipa a manter-se no principal escalão, o Santa Clara chamava e Boateng aceitava a proposta dos açorianos para, aos 24 anos, rumar ao futebol português, o qual elogiou em termos qualitativos. «Acho que a Liga Portuguesa é melhor que a austríaca, e foi um desafio para mim experienciar. Adaptei-me à realidade, mantive o foco e acho que as coisas me estão a correr bem agora.»

Trabalhar com um português no Togo

FOTO: @kennedyboatengofficial14

 

No passado mês de novembro, por ligações familiares que tornam o atleta elegível a alinhar pelas cores do Togo, Kennedy Boateng figurou na lista de convocados do selecionador nacional Paulo Duarte. O central não se estreou de forma absoluta pelos togoleses, mas integrou em pleno os trabalhos da seleção que, nesse mesmo compromisso internacional enfrentou a Namíbia e o Senegal.

«Vamos dar vitórias aos adeptos. Não os vamos desiludir»

A viver um momento muito bom no Santa Clara e nos Açores

 

Com 21 partidas disputadas nos Bravos Açorianos, o defesa reconhece que tem conseguido apreciar as suas qualidades como futebolista, focando-se no trabalho diário para continuar a melhorar junto dos restantes colegas: «Nos últimos 4 anos reconheço as minhas capacidades como central e sei das minhas virtudes. Por exemplo, sei que sou alto, tenho bom timing e que sou rápido. Normalmente, no futebol, não são muitos central altos que são muito rápidos como eu», começou. «Não consigo falar no jogo específico [em que me comecei a sentir 100% confortável], e tivemos mudanças na equipa técnica durante a temporada, o que faz com que tenhas de ter uma mentalidade muito forte. Um treinador pode não gostar do teu estilo de jogo, e quem vier a seguir pode apreciá-las. Isto é futebol. Mentalidade forte e manter o foco porque tudo pode acontecer», alertou.

 

«Foco em nós próprios»

 

Quando questionado sobre o que esperar até ao final da época, o central não espera facilitismos e apela ao coletivo. «Todos os jogos são difíceis. Podemos dizer que ‘esperamos que esta ou aquela equipa tropece’, mas o que temos de fazer é mesmo focar-nos em nós. Isso é a coisa mais importante. Quando ganhamos jogos, isso ajuda-nos a focar apenas em nós próprios. Trabalhar como uma equipa e conquistar os nossos objetivos é o mais importante.»

 

O agradecimento a quem está sempre lá

 

Ainda antes do término da conversa com o central, o apoio dos adeptos do Santa Clara não passou em claro e Kennedy Boateng não quis deixar de passar um sentido ‘obrigado’ a todos os Bravos: «Obrigado a todos por nos apoiarem. O início de época não foi fácil, mas continuaram a apoiar-nos e a acreditar em nós. Espero que continuem a apoiar-nos pois não vos vamos desiludir. Vamos dar-vos vitórias. Muito obrigado a todos.»

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